O que é overtraining e como preveni-lo?

Overtraining é uma expressão muito conhecida na medicina esportiva e pelos atletas de alto rendimento. Também denominado como Síndrome do Sobretreinamento, o estado de overtraining causa no atleta uma atenuação excessiva de rendimento, acompanhada de sintomas que abarcam alterações psicológicas, cognitivas, sociais, fisiológicas e físicas.

As causas do overtraining estão diretamente associadas a um treino excessivo e a um curto período de recuperação do corpo. Deste modo, tão importante quanto não sobrecarregar o corpo com um treino exagerado é saber descansar o necessário para não entrar em estado de fadiga.

No overtraining, o atleta gera mais fadiga muscular do que o corpo consegue regenerar. E isso pode acontecer de maneira imperceptível como, por exemplo, um atleta de triatlo querer correr, pedalar, ou nadar alguns quilômetros a mais. Tudo isso faz com que o problema comece a ser sentido e passe a prejudicar a rotina de treinos e o cotidiano do atleta.

É fundamental evidenciar que uma dieta incorreta também pode contribuir para que os sintomas do overtraining apareçam na rotina do atleta.

Consequências

Além de uma queda visível no rendimento do atleta e do estado de fadiga patológico, o overtraining pode prejudicar a saúde do indivíduo, deixando o corpo mais exposto a lesões musculares e nas articulações. Em casos mais intensos até o sistema imunológico é afetado, deixando o paciente mais suscetível ao surgimento de doenças.

Entre os principais sintomas do overtraining, estão:

1) Incapacidade de treinar de forma acentuada;

2) Cansaço extremo dos músculos trabalhados;

3) Impedimento de começar a parte principal do treino após realizar o aquecimento;

Outros problemas que o overtraining pode gerar ao corpo do atleta, além do cansaço muscular, são:

A) Fraturas por estresse;

B) Falta de ar;

C) Insônia;

D) Lesões agudas;

E) Irritabilidade;

F) Dor no peito;

G) Alteração na pressão arterial.

Prevenção

O tratamento para esse problema é a redução drástica da carga de exercícios. Dependendo do nível do problema, a recomendação médica pode ser até a de suspender as atividades físicas por um tempo, visando um descanso maior do corpo afetado.

O ideal é seguir sempre o treinamento elaborado pelo professor/personal trainer/orientador, sem fugir do recomendado. Forçar o corpo de maneira desnecessária pode resultar em lesões ainda mais sérias.

Quando a Síndrome do Sobretreinamento é diagnosticada cedo, é possível reverter o quadro descansando diariamente as oito horas recomendadas e balanceando a alimentação.

A comunidade médica em geral reitera que a melhor maneira de tratar o problema é evitando que ele apareça, descansando o suficiente após os treinos e mantendo uma ingestão de nutrientes balanceada e saudável.

Em casos mais complexos é possível que o médico receite uma suplementação especial, visando compensar a perda de nutrientes pelo atleta durante os treinos.

É importante frisar que essa suplementação precisa ser recomendada pelo médico e não tomada por conta própria. Isso porque a ingestão errada de vitaminas, sais minerais e proteínas pode gerar problemas em outros órgãos, retardando ainda mais a recuperação do paciente.

Outra recomendação significativa é que o atleta consiga identificar o seu limite, ou seja, que ele esteja atento a possíveis sintomas que possam indicar que o corpo está entrando em um estado de fadiga, porém ainda não de overtraining. Esse tipo de compreensão é capaz de evitar os efeitos da Síndrome do Sobretreinamento.

Em caso de dúvida, ou ao sentir qualquer sintoma associado ao overtraining, recomenda-se que o atleta busque a ajuda de um profissional especializado em medicina esportiva: ele irá orientar o paciente para que o treino possa ser realizado sem efeitos colaterais.

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